Os relacionamentos afetivos passam por fases que podem fortalecer ainda mais a união ou minar de vez todas as esperanças de um casamento duradouro. 

Isso vai depender de cada casal, sua rotina, suas prioridades e principalmente, da intimidade que eles construíram juntos. 

Existem pessoas que acham que quando existe um casamento que dura anos, a vida sexual certamente vai ser diminuída em sua importância na vida a dois. 

Porém isto é um engano. 

O sexo no casamento nunca deixa de ter importância. 

O que acontece são oscilações de prioridades ao longo do tempo. 

O casal começa a viver juntos e se não tem filhos ainda, podem se dedicar mais a vida a dois onde o sexo é de suma importância e aquele fogo todo de início de relacionamento facilita muito as fantasias, o desejo um pelo outro, a cumplicidade de uma relação mais séria também funciona como um combustível a mais para ousar nas aventuras e investir no sexo com muito empenho. 

Depois, com o tempo, podem vir os filhos. 

Daí a mulher vai passar por muitas variações hormonais, o corpo fica diferente, a mente também porque os hormônios alteram o seu comportamento e emoções ficam mais instáveis. 

Quando nasce o bebê, daí sexo é algo que vai sim ficar de lado. A prioridade é o novo membro da família, as amamentações, consultas, noites sem dormir, novas experiências, etc. 

Com o tempo o casal vai se reajustando. Aos poucos volta a vontade de ficar juntos, de ter relações sexuais e começa um novo ciclo. O ciclo de vida sexual com um bebê em casa. 

Os hábitos mudaram, as rotinas também precisaram mudar e aos poucos, o sexo ocupa de novo mais espaço na vida a dois. 

O que é importante dizer é que não existe a mínima possibilidade de se acreditar que a vida sexual de um casal com anos de convivência, filhos e toda uma vida comum já estabelecida seja igual ao que era no primeiro ano de casamento. 

Claro que isso vai mudar e não está certo e nem errado, simplesmente acontece. 

Mas também não é verdade que se o casal está junto há mais de 7 anos o sexo já nem existe mais.  

Não podemos acreditar em tudo que ouvimos por aí. Até porque vida sexual só diz respeito ao casal, não é assunto para ficar se comparando um com outro, dar palpite, etc. 

Existem casais que fazem sexo toda semana e acham que está ótimo assim. Outros precisam fazer todo dia. Já outros preferem mais intimidade juntos e já se acostumaram a ter sexo sem programar isso, simplesmente acontece. 

O sexo aproxima mais, fortalece os vínculos, faz bem para o sistema cardiovascular e respiratório, para os hormônios, ajuda a ter boas noites de sono entre outros benefícios.  

Além dos benefícios físicos, a questão emocional também fica mais equilibrada. O relacionamento fica mais rico e o casal consegue ficar ainda mais próximo, mais cúmplice um do outro. 

Mas existem fases na vida do homem e da mulher que interferem na vontade de fazer sexo. A baixa libido no homem na andropausa, por exemplo, que acontece depois dos quarenta anos e pode afetar o desempenho sexual dificultando a ereção e ejaculação. 

Caso aconteça esta situação, o ideal é procurar um Urologista ou fazer uma terapia para trabalhar melhor a sexualidade. 

É muito natural reposição hormonal masculina. Só que pouco se fala sobre o assunto por uma questão ainda de preconceito ou machismo onde o homem tem a obrigação de ser sempre viril. Aliás, esta cultura é de extrema crueldade e traz muito sofrimento emocional ao homem, afinal, ele tem um metabolismo que vai funcionar muito bem ou não. E é normal. 

A cobrança em cima do “homem másculo” tem efeito contrário, ou seja, o homem corre mais risco de falhar na hora H se realmente acreditar que ele é uma máquina de fazer sexo. 

Já a mulher depois dos quarenta anos de idade pode iniciar a menopausa.  

E daí seus hormônios fazem uma revolução em seu corpo e mente. 

Ela vai deixando de menstruar aos poucos e depois de um ano sem menstruação ela já está oficialmente na menopausa. 

Daí vem a instabilidade de humor, irritação, insônia, secura vaginal, queda vertiginosa da libido, inchaço, dificuldade para emagrecer, etc. 

Pense numa pessoa em meio a um redemoinho de sentimentos e emoções: é a mulher na menopausa. 

Até ela se adaptar, entender o que está acontecendo, fazer reposição hormonal (se for indicado pelo Ginecologista), ela já sofreu bastante inclusive com os calorões que aparecem do nada. 

Veja só quanta coisa falamos até aqui que interferem diretamente na vida sexual! 

Sexualidade não é um assunto simples. Pelo menos não a sexualidade saudável. 

Precisamos entender nosso corpo, como ele funciona, as fases pelas quais passamos, as situações que acabam por interferir na nossa cabeça e acabam atrapalhando a vida sexual. 

E outro ponto importantíssimo: homens e mulheres são diferentes e funcionam de jeitos diferentes. 

A mulher precisa ter o seu desejo estimulado. Ela é os cinco sentidos na hora do sexo.  

Já o homem, é mais fácil por causa da testosterona. Ele pensa em sexo cinco vezes mais do que a mulher.  

Podemos reunir algumas dicas para reativar a chama do interesse sexual em casais que já vivem juntos há mais tempo. 

  • Como No Começo: a convivência e intimidade podem boicotar o desejo. Então, não use o banheiro sempre de porta aberta, mantenha a rotina de se depilar, cuidar do cabelo, usar uma camisola o lingerie nova de vez em quando. Isso faz bem para os dois! 
  • Seja Individual Às Vezes: mantenha alguma atividade só sua. Seja o trabalho, hobby, diversão, conversar com amigos. Isto permite que você seja só você mesmo e não uma extensão do outro. Isso o torna mais interessante, instigante.  
  • Vamos Falar Sobre o Nosso Sexo: chega de tabu. Vocês estão juntos e falar sobre o sexo é essencial. Conversem sobre o que cada um gosta, o que não gosta, se tem tido vontade ou não e porquê. Falar sobre sexo é tão importante quanto fazer. 
  • Vamos Nos Encontrar? Não é porque vocês moram juntos que não precisa mais haver os encontros. Marque um encontro para um café, um jantar ou quem sabe, um motel. Aquela magia de se arrumar para o outro é bem afrodisíaco. 
  • Alternando os Papéis: não é porque os dois são pai e mãe, esposa e marido que não podem mais ser amantes, namorados, ficantes, etc. Vocês podem exercer múltiplos papéis. 
  • Menos screen, mais touch: diminua as tecnologias no quarto. Tirar a TV ou deixar o celular de lado assim que vão se recolher obriga vocês a dar atenção um ao outro. Assim a intimidade acontece com mais facilidade. 
  • Seja Homem o Suficiente Para Ser Sensível: a mulher que passa por variações de hormônios na gravidez ou menopausa precisa de compreensão. Nem ela mesma sabe o que está acontecendo direito. Um choro que cega do nada, uma resposta atravessada…pondere. Caso esteja complicada a relação, a terapia de casal ou consultas com especialista (Ginecologista) pode ajudar a entender melhor a fase. 
  • Dedique-se: exigir sexo sem fazer a sua parte é um contrassenso. O sexo só vai fluir bem quando a relação está bem. Procure se dedicar ao outro, estar presente, ouvir, conversar. Vida sexual não é só o momento da aproximação de corpos, é a aproximação de alma também. 

Não é simples entender e conviver com uma pessoa que funciona de um jeito totalmente diferente de você. 

O corpo masculino e feminino são muito diferentes principalmente em questões hormonais(que são os responsáveis pela libido junto com os mecanismos psicológicos).  

Mas o desejo sexual se adapta a cada casal de um jeito. O que não pode é deixar de lado a sexualidade simplesmente. 

Permitir o toque, explorar o outro, aceitar o próprio corpo, entender que fazer sexo não é somente penetração faz com que a consciência corporal se renove cada vez mais e assim, a vida sexual flui com mais leveza. 

Caso esteja difícil, o desejo sexual não existe mais ou diminuiu muito, existe dificuldade de ereção, ejaculação precoce ou qualquer outra dificuldade neste sentido, busque ajuda profissional. 

Uma boa terapia, uma reposição hormonal tanto para o homem quanto para a mulher pode ajudar muito. Sexo é natural, faz parte de nosso rol de atividades corporais. 

Sexo e casamento jamais podem ser vistos como contrários. São complementares. 

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