relacionamento tóxico

Psicólogo Flaviano Silva CRP 05/56349

Relacionamento Tóxico definição

Todos sabemos o quanto nos faz bem o início de um relacionamento.

Aquela sensação de euforia, de ânimo renovado, vontade de viver mais e intensamente, de nos cuidar com mais dedicação para ficar ainda mais bonita(o).

Este início de relacionamento até lembra um tipo de droga: prazer, alegria, ânimo renovado, só enxerga o lado bom.

E nem deixa de ser verdade.

Afinal, quando nos apaixonamos e temos esta paixão retribuída, alguns neurotransmissores responsáveis pela sensação de prazer como a serotonina, dopamina, endorfina e a ocitocina ficam mais ativos.

O bem estar, satisfação, felicidade e relaxamento são proporcionados por estas estruturas que, quando em encantamento no início de uma paixão, são estimulados. Esta é, por assim dizer, a neuroquímica do amor.

Ocorre que depois de alguns meses, estas sensações vão entrando em seu estado normal. Passamos a enxergar o outro e as situações com maior clareza e nem tudo é lindo e maravilhoso como pensamos.

Depois de alguns meses de relacionamento aparecem as discussões normais, enxergamos melhor os defeitos do outro(e os nossos) e aí sim, a relação começa a se estruturar.

Aliada à realidade e à vontade de ficar juntos, passamos a estabelecer uma convivência saudável; o que envolve discussões e adaptações normais a qualquer casal.

Porém, quando o relacionamento passa a oferecer mais insegurança, medo ou tristeza, raiva do que a satisfação de ter alguém o seu lado; você pode estar no meio de um Relacionamento Tóxico.

Um Relacionamento Tóxico é aquele em que o parceiro passa a querer controlar o outro de todas as maneiras.

Brigas, discussões e descontentamentos se espalham, tomam conta de tudo sufocando aquele que se mostra mais frágil na relação.

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O comportamento dominante da pessoa tóxica vai aparecendo aos poucos complicando ainda mais a percepção de que pode-se estar numa verdadeira cilada amorosa.

Um envolvimento que começa cheio de alegrias e expectativas de realizações passa a se transformar aos pouco em uma convivência pesada, arrastada, cheia de medo e inseguranças.

O que antes era motivo de orgulho e satisfação passa a comportamentos obscuros e tensão o tempo todo.

Mas como podemos saber se o relacionamento está apenas passando por uma fase ruim ou se é realmente um Relacionamento Tóxico?

Existem sinais que tornam mais fácil identificar que este relacionamento não está fazendo bem ou pior: se está fazendo muito mal.

Os Sinais de um Relacionamento Tóxico

Caso seu relacionamento esteja lhe trazendo angústia, medo, tristeza ou raiva de um jeito mais constante do que você considera natural, analise com calma alguns sinais que podem lhe mostrar que você está em meio a uma relação tóxica:

  • Excesso de cuidado com o que diz: de repente tudo que você diz pode desencadear uma desconfiança, uma explosão ou um deboche. Você não se sente mais à vontade para conversar, contar como foi seu dia ou falar sobre uma terceira pessoa (da família, amigos) para o companheiro, pois sabe que isto vai render um problema;
  • O parceiro não lhe traz orgulho: já não existe alegria ao comentar sobre seu relacionamento com alguém. Parece que você sente vergonha do companheiro por algum motivo e evita falar dele com os outros;
  • Bom dia para quem? A gentileza, educação e carinho das palavras deram lugar a palavras duras, agressões verbais e grosserias no dia a dia. O obrigado, por favor, bom dia já não fazem parte dos diálogos, deram lugar às grosserias;
  • Ataques à autoestima: o que antes era incentivado como sua carreira, seus talentos ou comportamentos, agora são motivos para ataques e desmerecimentos. É comum ouvir que você não sabe nada, que é burra, que ninguém mais iria querer você, que você é digna de pena, está horrível, ridícula, etc;
  • Cortes da sua fala: quando entre outras pessoas você não pode falar mais nada ou o companheiro passa a te cortar, responder em seu lugar criando um clima pesado, constrangedor;
  • A convivência sufoca: quando na cia de seu companheiro você se sente mal, desconfortável, fica sempre apreensiva sobre o que falar, como se comportar, com medo até de ouvir uma notificação no celular e isto desencadear mais uma briga;
  • Panos quentes na inconveniência: quando passa a ser comum em reuniões de amigos ou familiares o companheiro ser agressivo ou mal educado com algum ente querido na sua frente sem qualquer cerimônia ao expor que ninguém pode ou deve chegar perto de você ou se meter na vida a dois;
  • O outro é sempre mais importante: quando suas vontades ou necessidades não importam, a vida dele é que deve ter dedicação e ser valorizada lhe colocando sempre abaixo, como se nada do que você gosta ou diz fosse importante;
  • Anulação de quem você é: você sempre muda de postura, opinião para concordar com o parceiro e evitar aborrecimentos ou brigas;
  • Fim da privacidade: já não é permitido conversas no celular ou qualquer outro contato social sem que ele saiba de absolutamente tudo. Amigos, familiares são excluídos de seus contatos aleatoriamente de acordo com as avaliações dele;
  • Críticas cruéis: as críticas não são construtivas. Muito pelo contrário, cada desaprovação é cruel, lhe coloca para baixo para que você se sinta um nada e assim, fica mais fácil de ser controlada por ele;
  • O controle: suas senhas em redes sociais (se lhe for permitido ter), senha do celular, do cartão do banco, aplicativos, tudo é monitorado por ele e se você decide mudar, tem que comunicar o porquê da mudança e qual a senha nova;
  • Ciúmes: o ciúme deixa de ser uma característica natural de personalidade para ser ferramenta de controle absoluto. O que você usa, ouve, maquiagem, cabelo, decote, tudo precisa da permissão do companheiro para que você possa usar. Geralmente esta permissão não existe;
  • O isolamento social: você já não pode mais sair sozinha nem mesmo para visitar parentes, familiares mais próximos. Além disso, o companheiro tóxico vai destilar mentiras e intrigas para que você se afaste de quem possa lhe dar suporte caso um dia você queira sair de casa;
  • Chegar em casa: o que antes era prazeroso como o voltar para casa por exemplo, passa a ser uma agonia. Você passa a enrolar mais um pouco no trabalho, no supermercado só para postergar o retorno para casa pois sabe que o clima lá é sempre ruim, pesado;
  • Frente a frente com o seu pior: o relacionamento traz à tona seu pior lado a todo instante. O lado briguento, cruel, vingativo, insatisfeito fica sempre mais evidente do que seu lado com suas melhores qualidades;
  • Quem tem razão? As discussões já não são para resolver um problema ou conflito. Estas passam a ser uma eterna disputa de poder, de quem tem razão. Se o outro te magoa, você vai magoar de volta e assim se instala um ciclo infinito de discussões sem nenhuma função prática;
  • Metas e perspectivas: já não existe mais para você um futuro nesta relação. Você não consegue nem imaginar uma meta, uma família ou um plano para que este relacionamento renda frutos de amor ou satisfação pessoal comum aos dois;
  • A culpa é sua: tudo é culpa sua. Se ele briga, é porque você não faz nada direito. Se ele não consegue dormir, é porque passa nervoso com você, se ele briga com sua família é porque você não o defende como deveria; enfim: tudo de errado ele diz que a culpa é sua. Ele jamais pede desculpas porque simplesmente acha que você é quem faz tudo errado.

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Estes são apenas alguns dos sinais mais comuns de um Relacionamento Tóxico. Obviamente que cada caso é um caso, mas de uma maneira geral, estes tipos de relação trazem estes sinais aos poucos.

Um dia é a implicância com sua mãe ou outro parente, depois com uma amiga e quando se percebe, você não pode conversar com mais ninguém.

Ou então, aquela roupa que ele se apaixonou por você no dia que a conheceu hoje já não pode mais ser usada porque é muito indecente e todo mundo fica olhando e te chamando de mulher fácil e mulher dele tem que se dar ao respeito.

O por favor, sai de cena para entrar o “faça agora”. O bom dia dá lugar ao “faz logo esse café”. O como você está linda agora é “você não tem noção do ridículo não?”. O você é um talento no seu emprego agora é “ sai logo desse emprego, você está fazendo papel de trouxa, todo mundo ri de você. Você está lá por pena.”.

Mas como sair de um Relacionamento Tóxico?

Caso você esteja se sentindo perdida, em meio a uma relação que só traz tristeza e problemas, é preciso agir, é hora de resgatar quem é você.

Não é fácil para quem está dentro deste tipo de relacionamento tóxico perceber todos estes sinais. É difícil mesmo. É complicado justamente porque a pessoa vai se moldando ao outro. Ela se adapta às piores situações.

O tempo passa e você simplesmente sofreu uma mudança, arrancou pedaços de si para caber no pequeno mundo do outro. É uma espécie de automutilação constante. E a percepção vai se moldando a este comportamento destrutivo como uma forma inconsciente de defesa. Fica cômodo permanecer onde já se sabe como funciona, pois afinal, já anulamos nossas vontades, nosso jeito de ser e nossas esperanças e estamos “inteiros”.

Lembre-se de como você era antes de tudo isso. Como você venceu problemas e seguiu em frente. Certamente você superou obstáculos antes que você achava que não conseguiria e foi em frente.

Tenha calma, converse com alguém sobre o relacionamento tóxico, busque suporte na família, amigos. Outra atividade que ajuda é escrever: coloque para fora tudo o que sente e o que passa e coloque em um caderno, diário. Isso alivia.

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Não caia no erro de revidar provocações isso transforma você em uma pessoa igual ao outro que oprime, que agride.

Aliás, a pessoa mais insegura dentro do relacionamento tóxico é justamente a que oprime e regula. Estes comportamentos de tentar controlar e oprimir são típicos de pessoas que sentem muito medo de ficar sozinhas, que não são seguras de si, pois realmente acreditam que qualquer outra pessoa é mais interessante do que ela.

Não se sinta culpada, não acredite nas acusações do outro. Um relacionamento é via de mão dupla. É uma empresa onde todos precisam se dedicar, dar carinho, atenção, suporte, confortar o outro nas horas difíceis. Isso é tarefa dos dois. Se além de não ajudar o outro só ataca, só amedronta, isto é sinal de doença, de incapacidade de lidar com seus próprios conflitos e inseguranças.

Não queira curar o outro. Não é sua responsabilidade. O outro só vai melhorar se ele quiser. Não depende de você. Acredite: só se pode evoluir encarando os próprios defeitos e abusos. Se a pessoa não enxerga, não é você que vai conseguir mostrar. Tem que partir dela, nas atitudes (e não nas promessas) a mudança.

Errar todos erram. Uma vez ou outra é claro que vai haver uma discussão, uma discordância, mas quando isso é mais constante do que o abraço, do que a alegria de estar juntos, é hora de considerar o fim do relacionamento.

E vale lembrar que às vezes é preciso terminar um relacionamento gostando ainda do outro. Não espere “deixar de gostar”. Lá na frente é preciso avaliar, sozinha o porquê de você se envolver com pessoas assim. Se entender, buscar uma terapia para se conhecer melhor, recuperar sua auto estima, fortalecer suas qualidades e lidar com seus defeitos de uma forma saudável, natural.

Todo relacionamento tóxico é feito de no mínimo, duas pessoas: uma que oprime e outra que se deixa oprimir.

Quando não damos espaço logo no início da relação para que grosserias ou agressões aconteçam, a chance de se afogar em um relacionamento ruim assim é mínima. Daí a importância de se gostar, de saber exatamente o que você quer ou não quer numa pessoa.

Uma imagem clássica deste tipo de relacionamento e de quando se sai dele é a de um afogamento. Seguramos a respiração um pouco, mais um pouco, mas vamos afundando mais e mais. Até que não conseguimos mais respirar, buscamos força que nem sabíamos que tínhamos e nadamos para superfície. Quando chegamos ali, deixamos o sufoco para trás, respiramos fundo, buscamos o ar com sofreguidão, mas conseguimos respirar.

Á partir daí é nadar aos poucos, respirar, conquistar maiores distâncias e se salvar. Mas a escolha; é só sua.

Você não é a única pessoa que passa por isso. Muitas pessoas até celebridades passaram por isso. É possível sim voltar a se encontrar e seguir em frente de cabeça erguida.

Não aceite menos do que você merece.

 

Psicólogo Flaviano Silva CRP 05/56349
Terapia de Casal e Relacionamentos
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