Poucas coisas são tão dolorosas para a alma e o corpo tanto quanto a rejeição. O sentimento de não ser convidado para a festa de um amigo, não receber sequer um telefonema após uma entrevista de emprego, assim como ter suas ideias criticadas podem causar muito desconforto. Rejeição dói no corpo também. 

Certamente, uma das feridas emocionais mais profundas é a rejeição. Quem sofre acaba interpretando tudo o que acontece ao seu redor através do filtro de sua cicatriz, sentindo-se rejeitado mesmo quando não é. 

Rejeitar significa resistir a, desprezar ou recusar, o que pode ser traduzido como “não gostar” de algo ou de alguém. Esta ferida pode ser causada por pais rejeitando seus filhos ou, às vezes, por filhos se sentindo rejeitados pelos pais, mesmo quando não há razão para se sentir assim. 

Uma parte de nossa personalidade é formada pelas feridas emocionais sofridas quando crianças. Por isso, quem sofre com a ferida da rejeição tende a se desvalorizar e a buscar a perfeição a todo custo. 

 Entretanto, a extensão do impacto depende muito da proporção da negativa, da expectativa gerada e importância na vida da pessoa. 

Rejeição no altar 

A rejeição levou a médica pediátrica Laura Militão, de 42 anos, a procurar ajuda psicológica depois de ser abandonada pouco antes de seu casamento. “Eu senti que ia morrer, sentia falta de ar, dor no peito, tamanha angústia que senti”, explica. 

“Depois de dez anos de relacionamento, apartamento comprado e mobiliado, festa e lua de mel pagas, vestido feito sob medida, de repente, ele desistiu de casar”, lamenta Laura. 

A médica explica que não houve uma briga ou qualquer desentendimento, que o casamento vinha sendo planejado há pelo menos dois anos; tudo foi escolhido em comum acordo, com calma.  “Sempre que meu então noivo via os bebês que atendo, me fazia sonhar com os nossos filhos. Ele sempre nos tratava como família”, descreve.

Laura não recebeu qualquer explicação, segundo ela. “Ele deixou recado com um dos padrinhos, que estava indo embora e foi, simples assim”, conta.

“Quebrar um osso dói, mas quebrar a cara é dilacerante. É uma dor que se renova e intensifica a cada dia, tem que tratar”, lamenta a médica, que tem feito terapia para superar o trauma.

 

A rejeição no cérebro  

O psicólogo Guy Winch, autor do livro “Primeiros socorros emocionais: Cura da rejeição, culpa, fracasso e outras dores do dia a dia”, explica por que nos sentimos tão mal quando somos rejeitados e o que podemos fazer a respeito. 

De acordo com um estudo psicológico feito por ele, as experiências de rejeição social e dor física são muito semelhantes em nosso cérebro. O pesquisador descobriu durante uma ressonância magnética que as mesmas áreas cerebrais se iluminam quando sentimos rejeição e quando sentimos uma dor física. 

É por isso que a rejeição pode ser comparada a um soco no estômago ou uma pontada no coração, afinal é a mesma parte do cérebro que responde aos dois estímulos.

Igualmente, os resultados de um estudo sobre rejeição da Purdue University e da University of California, demonstraram que ser socialmente rejeitado ou rejeitado por alguém ativa o cíngulo anterior dorsal e a ínsula anterior, que estão associados a dor física.  

Por exemplo, a dor sentida ao derrubar café quente no colo é semelhante em termos de estímulo mental, ao ver uma fotografia de um ex-namorado após um término recente e indesejado. 

As variantes da rejeição 

A dor não é a única consequência negativa da rejeição; ao mesmo tempo que sofremos, a insegurança em relação a nós mesmos, às nossas decisões e escolhas aumenta.  

A segurança é uma das necessidades humanas mais básicas e, quando não satisfeita ou prejudicada pela rejeição, passamos a duvidar de nós mesmos. Outros aspectos da rejeição podem incluir sinalização de concentração; níveis aumentados de estresse, irritabilidade e agressão. Bem como incapacidade de dormir e controlar as emoções; isolamento, entre outros. 

Porém, é importante pontuar que nem todos lidam com a rejeição da mesma maneira.  Alguns estudos mostram que pessoas com maior senso de autoestima, assim como aqueles com mais poder social, lidam com a rejeição melhor do que quem sofre com baixa autoestima e menos influência social.  

Pessoas que preferem uma vida mais individualizada também experimentam a rejeição de forma menos dolorosa do que aquelas cuja necessidade de fazer parte do grupo é muito mais forte.

Seja como for, a rejeição vai acontecer em algum momento da vida. Nem todos os relacionamentos e situações funcionarão bem. Com o passar do tempo é possível acreditar que aquela perda resultou em algo bom, mas no momento em que acontece não é bom.  

Desenvolver respostas mais eficazes à rejeição é uma habilidade importante para a vida. Então, se você não conseguir lidar com a rejeição, talvez precise trabalhar para aumentar sua autoconfiança e autoestima e fortalecer seus laços sociais antes de lidar com a ansiedade, a raiva e outras questões que surgem ao ser rejeitado. 

As consequências da rejeição 

Quando somos rejeitados tendemos a nos tornar autocríticos e, ao invés de projetar a raiva e o desapontamento para fora, culpamos a nós mesmos.  

Por mais que saibamos que nos empenhamos, a sensação é de que poderia ter feito mais, ido além. Ou deixamos minguar a autoestima com críticas a aparência, temperamento. Ou seja, há uma punição implícita em cada atitude. 

Guy Winch diz que a primeira coisa que muitas pessoas fazem depois de experimentar a rejeição é começar a listar todas as suas falhas, e isto é um erro. “Embora possa ser construtivo revisar o que aconteceu e agir de maneira diferente da próxima vez, não há razão para se culpar pelo que aconteceu e pensar que há algo errado com você” afirma o especialista. 

Além disso, a maioria das rejeições, sejam românticas, profissionais ou sociais, se devem às circunstâncias e à descoberta do ajuste certo. Provavelmente não é sobre você, então se exaurir listando tudo que acha que está errado com você é desnecessário e só vai lhe causar mais estresse. 

A rejeição também tem sérias implicações para o estado psicológico de um indivíduo e para a sociedade em geral. A rejeição social pode influenciar a emoção, a cognição e até a saúde física.

Pessoas ostracizadas às vezes tornam-se agressivas e podem recorrer a violência. A fim de entender as motivações foram analisados 15 casos de atiradores em escolas e descobriram que todos, exceto dois, sofriam de rejeição social.  

Fisicamente, também, a rejeição cobra seu preço. Pessoas que rotineiramente se sentem excluídas têm pior qualidade de sono e seu sistema imunológico não funciona tão bem quanto o das pessoas com fortes conexões sociais. 

A rejeição social aumenta a raiva, ansiedade, depressão, ciúme e tristeza. E ainda reduz o desempenho em tarefas intelectuais difíceis e também pode contribuir para a agressão e o controle deficiente dos impulsos. 

Necessidade de pertencer 

“Os humanos têm uma necessidade fundamental de pertencer. Assim como temos necessidades de comida e água, também temos a necessidade de relacionamentos positivos e duradouros”, afirma C. Nathan DeWall, PhD, psicólogo da Universidade de Kentucky.

“Essa necessidade está profundamente enraizada em nossa história evolutiva e tem todos os tipos de consequências para os processos psicológicos modernos”. 

Às vezes, a ligação entre dor física e social pode parecer surpreendente, mas faz sentido do ponto de vista biológico, diz DeWall. “No lugar de criar um sistema inteiramente novo para responder a eventos socialmente dolorosos, a evolução simplesmente cooptou o sistema para a dor física”. 

As pessoas costumam reagir à rejeição buscando inclusão em outro lugar. Se seu senso de pertencimento e autoestima foram frustrados, você tentará se reconectar. Na verdade, as pessoas excluídas se tornam mais sensíveis a possíveis sinais de conexão e adaptam seu comportamento de acordo.

“Eles prestarão mais atenção às dicas sociais, serão mais simpáticos, mais propensos a se conformar com outras pessoas e mais propensos a atender às solicitações delas”, diz o psicólogo. 

Outros, no entanto, podem responder à rejeição com raiva e agressões, como se fosse possível ser aceito através da força. 

Se a principal preocupação de alguém é reafirmar o senso de controle, pode se tornar agressivo para chamar a atenção de forma compulsória. Porém, quando as pessoas agem de forma agressiva, têm menos probabilidade de obter aceitação social. 

Dando a volta por cima 

Quando sua autoestima sofre um abalo, é importante lembrar-se do que você tem a oferecer, seus pontos fortes e inúmeras qualidades, de tal forma que neutralize suas deficiências. A coisa mais importante que precisamos fazer para curar a rejeição e a ferida emocional que ela proporciona é investir na autoestima.  

A melhor maneira de aumentar os sentimentos de autoestima após uma rejeição é destacar aspectos seus que você sabe que são valiosos. 

Aplicar os primeiros socorros emocionais dessa maneira aumentará sua autoestima, reduzirá sua dor emocional e aumentará sua confiança no futuro. 

Aumente os sentimentos de conexão 

Como animais sociais, precisamos nos sentir queridos e valorizados pelos diversos grupos sociais aos quais estamos filiados. A rejeição desestabiliza nossa necessidade de pertencer, deixando-nos com a sensação de insegurança e desassossego social. 

Portanto, convém lembrar de se somos rejeitados em um grupo, em outro somos apreciados e amados. Logo, são esses os lugares que devemos nos conectar e ancorar. 

Se seus colegas de trabalho não o convidaram para almoçar, aproveite seu almoço lendo algo que gosta ou ainda procurando enturmar o funcionário novo que parece deslocado. Lembrando do limão e da limonada, é fazer da própria dor instrumento de acolhimento da dor alheia. 

 Se seu filho foi rejeitado por um amigo, faça um plano para que ele encontre um amigo diferente e o mais rápido possível. Oriente-o a encontrar outros grupos com gostos parecidos com os dele. 

E quando, depois de um primeiro encontro aparentemente perfeito, a outra pessoa não retornar suas mensagens, ligue para seus avós, por exemplo, que te farão lembrar que é amado e sua voz traz alegria para os outros. 

Sofrer rejeição nunca é fácil, mas saber como limitar o dano psicológico que ela inflige e como reconstruir sua autoestima quando isso acontecer irá ajudá-lo a se recuperar mais cedo. E também a seguir em frente com confiança quando chegar a hora de seu próximo encontro ou evento social. 

 Entendendo a rejeição amorosa 

 Se pararmos para analisar a rejeição que sentimos de forma racional, podemos descobrir que realmente não são tão pessoais quanto parecem. Igualmente, não se trata de ser preterido. 

Vamos falar dTinder, por exemplo. Danilo José, de 36 anos, fez seu perfil no aplicativo e questionado sobre a forma como escolhe uma pessoa, ele respondeu: “Se eu gostar da foto em cinco segundos, eu seleciono a pessoa”. 

Então, Danilo confessou que não lê a descrição, gostos ou hobbies “só quero ver o máximo de mulheres que eu conseguir”. Ele disse ainda que já deixou de curtir garotas que chamaram a atenção por pressa. “Empurrei a foto para o lado errado”, confessa. 

Talvez alguém tenha caprichado em seu perfil no aplicativo, deixando claro seus gostos musicais, alimentares, sua cultura e o que espera de um encontro. E optou por uma foto discreta, logo, Danilo não a escolheu. 

Ele passa direto por aquele perfil que poderia ser da pessoa ideal. Porém levou 20 segundos para fazer um julgamento instantâneo com base em critérios que ninguém nunca conhecerá.  

 Quando os encontros não funcionam 

Não existe fórmula mágica para que uma pessoa se conecte a você em um encontro.

Porém, se você sente que suas táticas de aproximação ou tentativas de conexão não estão dando certo, estudiosos sugerem que se faça uma repetição mental do que, até onde você se lembra, você disse ou fez. E por conseguinte, que tipo de pessoas tem escolhido.

Existe algo que você poderia ter feito de forma diferente para melhorar o encontro, ou você pode pelo menos evitar que aconteça novamente no futuro? 

“Isso não quer dizer que a outra pessoa não tinha responsabilidade”, diz o psicólogo, “mas o valor desse exame é aprender a estar atento ao que não havia prestado atenção suficiente anteriormente.” 

Embora avaliar sua própria parte em sua experiência de rejeição possa fornecer percepções sobre o que não fazer na próxima vez, evite escrever uma história negativa sobre você em sua cabeça só porque o encontro não vingou. 

“Portanto, se a química não aconteceu, era porque havia algo errado com ambos, não porque havia algo errado com você”. 

Seu instinto pode dizer: “Não é justo que eu tenha sido rejeitado e estou desistindo”. Embora possa não ser justo, não é útil desistir. É melhor determinar onde a ideia, proposta ou algum aspecto pode melhorar. Outra alternativa é encontrar aceitação em outro lugar.  

Sobretudo, cerque-se de pessoas que façam sentir-se valorizado. “A rejeição perturba nossa necessidade fundamental de pertencer”, diz Winch. Por isso que é crucial passar tempo com aqueles que o aceitam como você.
 

Rejeição na infância

 Muitos adultos com traumas e raízes profundas de rejeição, conheceram este sentimento na infância. 

Juliana Matos, de 18 anos, conta que tem muita dificuldade em confiar em pessoas e criar laços de amizade por ter sofrido bullying na infância, na escola. 

“Eu era gorda, usava óculos e sempre sentava na frente; era um prato cheio para ser zombada”, relembra. Piadas e apelidos eram constantes durante o período escolar. “Me faziam chorar”. 

A jovem relatava aos pais, porém eles respondiam que não deveria se preocupar, que iria passar, que era coisa de criança. 

Quando Juliana passou a ter cadernos rasgados e canetas quebradas, sua família decidiu reagir. “Eles foram até a diretora e reclamaram por causa dos danos materiais. Só que o pior era o abalo emocional, que só estou tratando hoje”.

Ela se sentia sozinha, feia e indigna de merecer as boas notas que tirava. 

“Aos poucos fui desistindo da escola, tive depressão aos nove anos”, confessa a jovem. “Estava com os sentimentos feridos porque os amigos não me queriam nos grupos e não pode ser visto como normal”, conclui. 

O especialista dá a dica: “Encontrar uma amiga que a aceite e a valorize e que estude junto, a tornaria muito menos suscetível aos ataques dos colegas”.  

 Curando o sentimento de rejeição 

A origem de qualquer ferida emocional vem da incapacidade de perdoar o que fizemos ou o que nos foi feito, explica o psicólogo. Portanto, quanto mais profunda for a ferida causada pela rejeição, mais resistiremos a nós mesmos ou aos outros.

Além disso, haverá uma tendência maior em fugir, mas esta é apenas uma máscara para se proteger do sofrimento causado por essas feridas. 

A melhor maneira de curar as feridas da rejeição é desenvolver a autoestima, valorizar a si mesmo e ter confiança sem a necessidade da aprovação dos outros.  

  • Um passo essencial é aceitar a ferida como parte de si mesmo, o que libertará os sentimentos aprisionados. Se negarmos a presença de nosso sofrimento, não seremos capazes de curá-lo. 

  • Uma vez aceito, o próximo passo é perdoar, isso ajudará a nos libertar do passado. Perceba que é muito provável que a pessoa que nos feriu também sofra de uma dor profunda ou de uma experiência dolorosa. 

  • Comece a se tratar com amor e se dê prioridade. Dar atenção, amor e a autoestima é fundamental para continuar crescendo.

Autoconfiança 

Inegavelmente, a autoconfiança é importante, mas saber que é importante e ser autoconfiante são duas coisas diferentes. Muitas pessoas cresceram em ambientes onde lhes foi dito que eram inúteis. Essas mensagens reverberam na mente e são transportadas para a vida adulta e outros relacionamentos.  

Todavia, a rejeição aumentará quaisquer coisas negativas que você diga a si mesmo, então pratique uma conversa interna diferente. Observe o que você diz a si mesmo; pensamentos como “É tudo minha culpa” ou “O que há de errado comigo?” não são úteis e apenas servem para piorar.  

Decerto até mesmo as pessoas mais bem-sucedidas e confiantes nem sempre conseguem o que desejam e se frustram. Porém, a maioria dessas pessoas reconhece a rejeição como algo externo a elas. Observe o que você diz a si mesmo e opte por se edificar, não se destruir.

Não deixe uma experiência decepcionante diminuir o valor de tudo que você conquistou. Sobretudo, dê a si mesmo crédito por suas habilidades e realizações e lembre-se de todas as experiências em que fez um bom progresso, resolveu um problema ou ajudou alguém. Além disso, ninguém é definido por uma experiência.

Mudando de atitude

Respire fundo. Muitas vezes, uma situação parece pior porque você reage e então a enquadra como algo negativo a seu respeito. Ao contrário disso, dê um passo para trás fisicamente e comece a respirar profundamente.

Substitua o “Ninguém nunca vai me amar, não sou digno de amor”, por “Os relacionamentos são difíceis para todos e eu não sou diferente. Isso foi difícil para mim, mas posso aprender algo com isso”.

É normal ficar chateado com a rejeição. Afinal, você é humano e tem reações emocionais. Permita-se sentir a dor, chorar ou gritar no travesseiro, mas limite quanto tempo você lamentará a rejeição.

Defina literalmente um prazo: “Posso lamentar isso até a próxima terça-feira, às 10h30, e então deixarei isso para trás”. Deixe as emoções fluírem por você, mas não as deixe dominar ou demorarem.

Embora não seja possível apagar o sofrimento experimentado no passado, sempre podemos cuidar das feridas para que a dor desapareça ou pelo menos possa ser aliviada.

Porque, assim como disse Nelson Mandela, “de alguma forma somos capitães de nossa alma”.

Falar ou calar?

Você provavelmente já se perguntou em algum momento que tipo de pessoa deveria escolher para compartilhar seus sentimentos. Afinal, nem todos são adequados ou receptivos, tão próximos de você quanto parecem ser.

Além disso, existem aqueles que têm as melhores intenções, mas dão conselhos indesejados quando você simplesmente precisa ser ouvido. Por esse motivo, é importante ter algumas diretrizes na identificação dos melhores tipos de pessoas para essa função específica. 

As pessoas costumam dizer que compartilhar o que você sente com os outros é positivo e catártico. No entanto, o que as pessoas não falam muito é que nem todas as pessoas estão qualificadas para ouvir. 

Por esse motivo, você precisa ser cauteloso, prudente e inteligente. Só porque há alguém ao seu lado, não significa que ofereça uma escuta terapêutica.

Na verdade, compartilhar emoções e sentimentos não é apenas outra forma de comunicação, é algo muito mais sensível e íntimo. 

Encontre uma pessoa que saiba principalmente ouvir, ter empatia e compreender, dê preferência a um profissional.

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