baixa autoestima

Psicólogo Flaviano Silva CRP 05/56349

Quando falamos em estimar-se, devemos entender bem este termo. Para isso, podemos recorrer ao dicionário:

Estima: admiração e respeito que se sente por alguém, advindos do reconhecimento de seu valor moral, profissional etc.

Ou seja: O respeito, admiração e reconhecimento de meu valor enquanto indivíduo é a auto estima.

Devemos guardar bem esta definição, estas palavras: respeito, admiração, reconhecimento.

Se você respeita a pessoa que é mesmo com seus defeitos e qualidades, se admira seus comportamentos, conquistas, superações, talentos, figura e ainda, se reconhece o quanto importante são suas bases morais e virtudes; você então está com sua autoestima saudável.

Isto não quer dizer que esta autoestima seja estagnada, não oscile. Oscila sim. Existem dias ou fases que não estamos muito bem, nos achamos pouca coisa, mas esta fase deve passar e o nosso padrão de estima volta a um nível saudável. É assim que funciona.

Quando este padrão não permanece ou se permanece sempre abaixo da média, teremos então de entender e tratar a baixa autoestima.

baixa autoestima

Aquela sensação de não ser capaz, de estar sempre atrapalhando os outros ou de ser um peso, pode se agravar a ponto de desencadear sintomas depressivos, ansiedade generalizada e outras psicopatologias.

È saudável um medo e insegurança diante de uma situação nova: uma prova, entrevista de emprego, o primeiro contato com alguém interessante, etc. Mas ficar o tempo todo se culpando por erros, fracassos e se sentindo vítima do mundo é um reflexo claro da baixa autoestima e este comportamento/sentimento precisa ser identificado o quanto antes para que possa ser tratado adequadamente e assim, estabelecer o equilíbrio entre o amor próprio e a humildade saudável.

Mas como é que acontece a baixa autoestima?

Esta é uma pergunta bem ampla e complexa, pois cada pessoa reage de uma forma diante de uma situação desagradável.

Mas podemos dizer que de uma maneira geral, a pessoa desenvolve uma baixa autoestima desde a infância. Se ela era desestimulada a fazer as coisas, se foi uma pessoa hiper protegida ou muito criticada e desencorajada, ela vai se transformar em um adulto inseguro.

“Preste atenção! Você nunca faz nada direito!”, “ Melhor você não usar esta roupa porque seu corpo é muito feio, vão te achar ridícula(o) na festa.”, “Deixa seu irmão fazer por que ele sabe.”, “Você não consegue porque é relaxado(a), burro(a)”, “Não vai falar com ele porque você fala muito errado, ele vai ver que você não entende nada.”. Frases assim são típicas de uma vida de boicotes à construção do amor próprio da pessoa.

E se por um lado existem estas críticas destrutivas, por outro a superproteção vai atuar da mesma maneira. “ Não filho, não sai descalço porque você machuca”, “ Não vai morar sozinho porque você não consegue fazer as coisas.”, “ Essa pessoa que você namora não gosta de você, não te trata bem como eu trato”. Estas expressões também vão mandando mensagens para o inconsciente da pessoa de que ela não é forte o suficiente, que não é capaz.

Estes dois exemplos de conjunto de frases são situações típicas que acabam por criar pessoas excessivamente ciumentas, inseguras e medrosas; ou seja; pessoas com baixa autoestima.

Uma autoestima deficiente não acontece de um dia para outro. É construída aos pouquinhos diante de frustrações que não foram devidamente elaboradas.

Se a pessoa o tempo todo ouve de alguém que ela admira (geralmente os pais) que ela não consegue, que seu trabalho vai ficar muito feio, que é muito difícil ela conseguir alcançar seu objetivo, ela realmente passa a assimilar a ideia de que é incapaz, incompetente, feia, desinteressante.

A ausência de reconhecimento de uma tarefa bem feita ou de um esforço empregado em determinada feita também acarreta uma baixa autoestima.

baixa autoestima

Não que seja preciso elogiar toda vez que a pessoa faz algo, mas se foi nítido que ela conseguiu êxito, que ela se esforçou mesmo não tendo o resultado esperado, um reconhecimento ou elogio vai estimular que ela melhore cada vez mais, que ela tente, se arrisque.

Caso você perceba que seus pensamentos são sempre de desvalorização, de inadequação, incapacidade ou a expressão mais usada por você é “é complicado”, “não vou conseguir”, “é muito difícil”, se você evita sair de casa por se achar muito feio (a) ou menos interessante que os outros ; é bem provável que sua autoestima esteja lá na unha do deu dedinho do pé. E é hora de reagir o quanto antes.

Em Busca da Autoestima Perdida

Existem passos bem simples e objetivos que podemos dar em favor de nosso amor próprio.

A primeira coisa a se fazer é perceber se realmente você tem o costume de se auto boicotar.

Perceba quais são seus pensamentos mais frequentes sobre você mesmo.

  • Diante de uma nova oportunidade de trabalho ou promoção, por exemplo, qual foi seu primeiro pensamento?
  • Uma pessoa que você acha bem interessante olha em sua direção ou faz um comentário muito bom em sua rede social e você acha o que disso? O que pensa?
  • As inscrições para aquele concurso público foram abertas e qual a sensação? Qual seu ponto de vista?

Perceba como você reage nestas situações.

Se nestas três hipóteses seus pensamentos foram algo como “eu não vou conseguir mesmo” ou “ a pessoa só foi educada, ela nunca prestaria atenção em mim” ou ainda “ nem adianta eu tentar porque não vou passar de novo” ; é evidente que você tem baixa autoestima, afinal, você mesmo se colocou de lado, se excluiu.

Temos então, a conclusão de que sim, sua autoestima está muito baixa. E daí? O que fazer?

Uma boa alternativa é buscar uma terapia para entender onde foi que começaram estas conclusões involuntárias de que você não vale muita coisa ou é incapaz. Como surgiu? Como você chegou a esta conclusão?

No processo terapêutico é possível também detectar conquistas que você nem percebeu o quanto foram dignas, o quanto foram importantes, desafiadoras e você conseguiu atingi-las.

Podemos perceber nesta jornada de autoconhecimento também que não devemos esperar sempre o reconhecimento do outro. Que nenhum comportamento nosso deve depender do que o outro vai dizer, mas sim, que a forma como eu ajo é apenas o meu jeito de ser, meu estilo, minha personalidade em ação. Erros e acertos fazem perto do cotidiano de absolutamente todo mundo.

Esta independência é libertadora. Não criar expectativas é a fórmula para ousar, para não ficar arrastando o peso de uma culpa de não ser perfeito por aí.

Aliás, não existe perfeição no ser humano, pois se houvesse, não seria possível evoluir, melhorar, superar.

Se sentimos uma constante desilusão é porque, em algum momento, montamos uma ilusão, não é mesmo? Ilusão é uma mentira, é um fato baseado em esperanças e suposições que não nos ajudam em nada.

Ser objetivo no agir e pensar é outro mecanismo fortalecedor da autoestima. Deu errado? O que posso fazer de diferente agora, já?

baixa autoestima

Não passei no concurso? Qual matéria eu senti mais dificuldade para estudar mais e melhor da próxima vez?

A pessoa que eu gosto não gosta de mim? É hora de seguir em frente então, viver uma nova fase de vida.

O comportamento de divagar sempre, ficar imaginando, buscando culpas ou tropeços a todo instante ou usar sempre o “E Se… E se…” não vai lhe ajudar a acreditar em você mesmo. Muito pelo contrário. Este comportamento deturpa sua visão e seus objetivos práticos.

A palavra culpa, por sinal, é algo muito pesado. É como uma âncora que prendemos nos tornozelos, que nos machuca e nos atrapalha o tempo todo. O que temos na vida é responsabilidade; não culpa.

A responsabilidade é maleável, permite mudanças, já a culpa, não. Estagna, congela.

Em matéria de relacionamentos a autoestima tem um papel fundamental para uma relação satisfatória e saudável.

A pessoa que não se gosta ou não consegue sentir, enxergar seu valor também vai se envolver com pessoas que têm a mesma percepção sobre ela. É caminho certo para relacionamentos abusivos ou tóxicos.

Ao se envolver com alguém jamais deposite expectativas no outro. Não dependa de aprovação, enxergue seu valor próprio. Perceba no outro o que lhe agrada e o que lhe desagrada e o mais importante: verbalize isto. Fale de você, de seus gostos, do que você gosta, do que não gosta. Deixe claro, pois assim tudo flui com mais facilidade, mais confiança e segurança no relacionamento.

A pessoa te deixou esperando muito, se atrasou mais de uma vez? Diga isso com educação e gentileza para que o outro saiba que é assim que você funciona, que não gosta de atrasos.

O atrasado foi você? O mundo não vai acabar quando o outro demonstrar que não gostou disso. A pessoa vai criticar o comportamento de atrasar e não você, especificamente. Diferencie as coisas.

Se alguém lhe diz “você está atrasado” isto é só um fato, não é um julgamento.

Sim, porque muita gente ao invés de ouvir o “você está atrasado” ouve além, ouve um “você é incompetente, não é responsável, não presta”. Preste atenção se seu subconsciente não puxa estes julgamentos nocivos a todo o momento diante de um erro.

Outra ferramenta necessária para se elevar a autoestima é assumir os próprios erros ou falhas.

Quem joga a responsabilidade para o outro é alguém inseguro demais.

Perceber o próprio erro, dizer para si (ou para o outro) que errou e que vai buscar não errar novamente é a postura adequada de quem sabe de suas capacidades e está disposto a superar tais obstáculos.

Não fique se comparando. Existe aquela expressão “a grama do vizinho é sempre mais verde” e é verdade. Nós tendemos a acreditar realmente que o outro tem uma vida melhor, não tem problemas, que a família do outro vive em paz e harmonia.

Mas não é verdade, isto é uma ilusão. Todos têm problemas, tem dívidas e contas a serem pagas, sofrem com os conflitos de família, sofrem com o corpo, saúde; a questão é que ninguém canta suas desgraças. Só mostramos o lado bom.

baixa autoestima

Redes sociais então é um prato cheio para ficarmos viciados em comparar. É um ringue de quem pode mais.

Não entre nesta roubada, não dê murro em ponta de faca. Comparar-se com frequência é pedir para sofrer, é uma guerra interna muito injusta porque o outro sempre vai parecer melhor, assim como nós também só queremos publicar o que temos de mais especial. Então esqueça. Caia na real: todos temos conquistas e fracassos. É assim que funciona. É um ciclo. Uma hora dá certo, outra dá errado e é assim para todos.

Outro ponto que deve ser trabalhado para melhorar a autoestima é o comportamento social.

O jeito como se lida com críticas e dissabores faz toda a diferença.

A partir do momento que você está inserido em uma sociedade, é preciso aceitar que pessoas são diferentes e agem de maneiras distintas.

Umas são gentis, outras são arrogantes, prepotentes. Existem os chatos, carentes… E tudo isso, é o jeito deles. Independem de você.

Aceite o jeito de ser do outro e absorva somente o que lhe for útil.

As pessoas são como são e você não vai mudar isso. Elas só mudam se quiserem mudar. Fato.

Isto evita que você sofra quando alguém não lhe retribui uma gentileza, um gesto. Cada um age de um jeito muito particular. Apenas faça o que você tem de fazer. O que vem em seguida, já não é sua responsabilidade.

Por fim, uma questão primordial e absolutamente necessária para quem tem uma boa autoestima é o auto perdão.

Perdoar-se é uma tarefa muito complexa, que exige muito amor próprio.

Muitas vezes podemos passar horas, dias, meses e até anos nos condenando por um erro. Perdoamos o outro por coisas muito mais graves, mas na hora de perdoar a nós mesmo, parece que tudo complica, dói, incomoda.

Tenha em mente que naquela situação, naquele contexto, com aquela cabeça que você tinha na hora, foi o melhor que você conseguiu fazer.

Foi um erro. Sim, foi errado. Mas você já percebeu isso, já não errou mais neste sentido e hoje, você não cometerá o mesmo equívoco. Foi necessário aquele erro para aprender o que você sabe hoje.

Perdoe-se porque afinal de contas, as pedras mais preciosas precisaram ser lapidadas com firmeza para que seu brilho aparecesse, não é mesmo?

Ame-se. Pois só assim você poderá sentir o amor em toda sua plenitude tendo cia ou não.

Psicólogo Flaviano Silva CRP 05/56349
Terapia de Casal e Relacionamentos
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