O Transtorno Neurótico de Agorafobia é um destes termos pouco conhecidos, porém, sua incidência na população tem aumentado significativamente.

Psicólogo Flaviano Silva CRP 05/56349

O campo das doenças psiquiátricas é muito amplo e se renova a cada dia com as descobertas de síndromes, transtornos, neuroses, psicoses, etc.

Em meio a tantos nomes de diferentes psicopatologias, alguns termos ficam mais e outros ficam menos conhecidos.

O Transtorno Neurótico de Agorafobia é um destes termos pouco conhecidos, porém, sua incidência na população tem aumentado significativamente.

Como o próprio nome diz, Agorafobia acontece mediante um cenário ou situação imediata. Não acontece nem antes e nem depois da situação em si. Por isso seu diagnóstico é mais complicado, pois nem sempre a pessoa apresenta sintomas numa mesma situação ou local.

Agorafobia é uma manifestação de ansiedade muito grande em lugares ou situações onde a pessoa tem certeza que é difícil sair ou fugir dali.

O agorafóbico traz em si um medo enorme de ficar vulnerável ou desprotegido em um ambiente.

Sair de casa sozinho, ficar em uma fila, permanecer em meio a uma multidão, ficar em cima de uma ponte, viajar sozinho são algumas das situações em que o indivíduo que sofre deste transtorno sofre demasiado.

Sendo assim, como tais situações trazem sofrimento, ele passa a evitar isso tudo. Às vezes de forma consciente, outras vezes esta evitação acontece e se repete sem nem se dar conta disso.

Quando ainda não sabe que sofre de Agorafobia, a pessoa vive normalmente, mas em determinada situações ou locais, a ansiedade começa a aumentar sem razão aparente. A respiração passa a ser mais rápida e curta e a procura por janelas, portas, locais aonde ela possa sair dali com rapidez começa além de enjoos, tonturas que também podem ocorrer. Concomitante, um medo descabido aparece e ela passa a imaginar situações que podem ocorrer ali e que poderiam, hipoteticamente, machuca-la ou até, mata-la.

Como o próprio nome diz, Agorafobia acontece mediante um cenário ou situação imediata. Não acontece nem antes e nem depois da situação em si. Por isso seu diagnóstico é mais complicado, pois nem sempre a pessoa apresenta sintomas numa mesma situação ou local.

E não se trata de lugares pequenos ou muito altos, pode ser numa fila se uma grande rede de supermercados, em pleno shopping center, por exemplo.

No começo, o diagnóstico de Agorafobia era dado considerando-se apenas o medo que se manifesta em lugares muito grandes e espaçosos assim como em ambiente com muita gente. Porém, com o tempo, foi possível perceber que nem sempre estes ambientes eram o palco destas crises fóbicas.

Muita gente confunde os sintomas de Agorafobia com outros quadros fóbicos, como Síndrome do Pânico, Claustrofobia entre outros.

Apesar de semelhantes, cada quadro deste apresenta peculiaridades significantes, o que permite que um psicodiagnóstico apurado e certeiro traga resultados muito melhores.

A Síndrome do Pânico, por exemplo, pode desencadear uma crise dentro de casa mesmo e a Claustrofobia só se manifesta em lugares pequenos, fechados ou abafados. Já a Agorafobia não ocorre em situações e ambientes assim, necessiariamente.

Por outro lado, é comum a pessoa sofrer tanto de Agorafobia quanto de Pânico, Claustrofobia e Fobias Sociais diversas em uma mesma fase de vida. As doenças podem aparecer concomitantes.

Uma particularidade desta psicopatologia é que a pessoa até deixa de evitar estes lugares, situações. Ela se esforça e consegue ir, porém não o faz sozinha. Ela vai depender de uma pessoa em quem ela confie para lhe acompanhar.

Já no ambiente, ela se sente mais segura ao lado de alguém, mas ainda sim permanece desconfortável e ansiosa para ir embora o quanto antes. Ela passa a sentir de início um estado de alerta, onde olha para todos os lugares, aumenta a percepção de pessoas ao redor, situações, sons, clima, possíveis rotas de fuga em questão de segundos e repetidamente.

Com início na vida adulta e mais comum em mulheres, a Agorafobia pode se tornar crônica e mais grave se não for tratada adequadamente.

No começo, o diagnóstico de Agorafobia era dado considerando-se apenas o medo que se manifesta em lugares muito grandes e espaçosos assim como em ambiente com muita gente. Porém, com o tempo, foi possível perceber que nem sempre estes ambientes eram o palco destas crises fóbicas.

O tratamento recomendado é a terapia com um profissional de saúde mental. Dependendo do quadro pode ser preciso o uso de medicamentos por um tempo.

É bom diferenciar a Agorafobia dos outros transtornos ou síndromes:

  • Não é Fobia Social: pois a crise pode acontecer em um ambiente totalmente vazio, sem mais ninguém além do paciente;
  • Não é fobia específica: a pessoa não vai se sentir mal em um ambiente em especial como elevadores, por exemplo. Pode se sentir mal em um parque, farmácia,etc.
  • Não é TOC (quando se refere à fobia de germes ou sujeira): o medo de multidões não é devido ao contato, ao toque.
  • Não é Stress Pós Traumático: pois o agente estressor não é restrito. Não acontece uma crise só em determinado local ou situação semelhante onde ocorreu um trauma.
  • Não é ansiedade da separação: pois o paciente tem as crises sozinho ou acompanhado.

Qual é o Real Perigo?

Mas qual seria então o problema de uma crise de Agorafobia além do desconforto da pessoa?

O problema está no nível de agitação e agressividade que a pessoa pode apresentar ao chegar ao seu pico ansioso. Podem ocorrer desmaios também.

Ela pode começar a se debater, empurrar as pessoas, sair correndo com o risco de ser atropelada ou empurrar alguém escada abaixo, por exemplo. Ela passa a correr risco e coloca outras pessoas em risco junto, pois quando vem a crise o estado alterado de consciência não lhe permite visualizar tudo com nitidez avaliando tudo com raciocínio lógico.

Em meio a uma crise agorafóbica, o que a pessoa vai fazer é sair dali de qualquer jeito. Imagine que você está fazendo suas compras no supermercado tranquilamente e de repente alguém grita Fogo! Você então vê as pessoas correndo, uma fumaça chegando, calor aumentado, portas estreitas…agora imagine isso tudo sem o fogo de verdade. É assim que funciona a cabeça do paciente quando ele tem as crises de Agorafobia: ele sente um choque que desencadeia mecanismos involuntários de fuga e auto preservação sem nenhum estímulo externo. A sensação é de perigo ou morte eminente.

O problema está no nível de agitação e agressividade que a pessoa pode apresentar ao chegar ao seu pico ansioso. Podem ocorrer desmaios também. Ela pode começar a se debater, empurrar as pessoas, sair correndo com o risco de ser atropelada ou empurrar alguém escada abaixo, por exemplo. Ela passa a correr risco e coloca outras pessoas em risco junto, pois quando vem a crise o estado alterado de consciência não lhe permite visualizar tudo com nitidez avaliando tudo com raciocínio lógico.

A terapia vai agir justamente neste mecanismo de fuga e auto preservação.

Será preciso analisar e descobrir exatamente quando e em que situação estes sintomas começaram a acontecer. Em que momento da vida da pessoa ela começou a passar por estas sensações de medo e posteriormente fobia.

É provável que ela tenha relacionado alguma perda, algum trauma com situações e ambientes semelhantes aos que ela costuma frequentar.

Existem casos onde a pessoa simplesmente não consegue dormir fora de casa ou então, ela só dorme se for na sua casa ou em outro local específico.

Se a pessoa for convidada para ser madrinha de casamento, por exemplo: ela vai precisar conhecer o local antes, estudar rotas de fuga, horários de transportes públicos mais vazios, ruas menos movimentadas, vai já sofrer a ansiedade para ir embora, medo de que algo aconteça na igreja, festa(se ela conseguir ir até a festa) e assim por diante. Se; SE ela conseguir ir à cerimônia, ela não estará ali. Vai estar em crise ansiosa, sem prestar atenção em nada, louca para ir embora logo.

Uma vozinha fica repetindo hipóteses de problemas para a pessoa: “e se o ônibus não vier? E se o carro quebrar quando estiver voltando? “Pode ser que o casamento demore mais do que o previsto e você terá de dormir aqui…”. E assim, o que seria um momento de alegria e comemoração passa a ser o verdadeiro inferna na vida da pessoa.

Em virtude desta fobia, os pacientes passam a evitar situações, recusam convites, se isolam totalmente. E todos estes comportamentos trazem muito sofrimento para o agorafóbico porque racionalmente ele sabe que aquilo é algo muito estranho e sem justificativa nenhuma, mas ele simplesmente não consegue agir de maneira diferente.

Como acontece com outros transtornos neuróticos em que o medo é a principal emoção; podemos dizer que a Agorafobia é o medo de ter medo.

Não é exagero afirmar que de perto ninguém é normal. Todo ser humano sem exceção possui neuroses, psicoses que são inerentes ao funcionamento psíquico. Pois para se manter equilíbrio é precisa haver um desequilíbrio. Do contrário, a evolução pessoal, emocional, psíquica seria impossível. Agiríamos sempre da mesma forma, no mesmo tempo de ação e reação. Quando a pessoa não busca ajuda e tratamento, a sensação de ser incompreendida e incapaz de resolver este problema é muito grande.

“Eu não vou porque tenho medo de ficar muito apavorado naquele lugar com aquelas pessoas”. É basicamente este a linha de pensamento de quem sofre desta doença mental.

Que fique claro que esta e outras psicopatologias não são “coisa de gente doida”. São sintomas que atingem a todos nós em algum momento, porém, em algum momento a pessoa perdeu a capacidade de lidar com isso.

Não é exagero afirmar que de perto ninguém é normal. Todo ser humano sem exceção possui neuroses, psicoses que são inerentes ao funcionamento psíquico. Pois para se manter equilíbrio é precisa haver um desequilíbrio. Do contrário, a evolução pessoal, emocional, psíquica seria impossível. Agiríamos sempre da mesma forma, no mesmo tempo de ação e reação.

Quando a pessoa não busca ajuda e tratamento, a sensação de ser incompreendida e incapaz de resolver este problema é muito grande.

Desta forma, sentimentos de culpa, baixa autoestima e um prejuízo na qualidade de vida são inevitáveis.

Inserida então neste mar de culpa e incompreensão é comum o abuso de álcool ou drogas (lícitas ou ilícitas) para amenizar os sintomas. Só que daí, ao invés de ter um problema, a pessoa acaba por reunir dois ou mais.

Assim como é muito comum que dependentes químicos sofram de depressão ou outros transtornos de ansiedade e humor e buscaram no uso de substância fugir de seus conflitos, o mesmo ocorre com quem sofre de fobias ou transtornos agudos.

Por isso, caso você se perceba ou desconfie que algum conhecido passa por situações de isolamento constante, inquietação ou agitação exagerada em lugares comuns sem nenhuma razão específica ou se você ou outra pessoa próxima só sai de casa se for acompanhada; é hora de buscar ajuda ou ajudar.

Se for você quem sente estes sintomas, não se cobre demais. Não diga que é uma coisa boba, que você é um fraco, incapaz de viver. Seja objetivo e busque ajuda o quanto antes, pois quanto antes encarar o problema, mais fácil é de se tratar e se conhecer evitando transtornos maiores ou ainda, evitando um agravamento e desenvolvimento de outros quadros piores.

Toda e qualquer pessoa pode desenvolver um quadro de Agorafobia: celebridades, padres, papas, políticos, cientistas, médicos, psicólogos, psiquiatras… Isso não é frescura ou coisa de gente ignorante, medrosa ou sem fé em Deus. É uma doença e precisa de atenção e tratamento como qualquer outro problema de saúde.

Mas é preciso que fique bem claro que toda e qualquer doença mental ou psicopatologia tem de ser tratada com profissionais da saúde metal.

Psicólogos e/ou psiquiatras são os únicos profissionais capacitados para isso.

Este campo do comportamento humano hoje em dia é tratado com muita superficialidade, palpites de pessoas leigas, sem preparo ou até mal intencionadas que buscam extorquir quem passa por dificuldades.

Não existe chá natural, mentalização quântica, massagem, mantras e frases que repetidas ou conselhos em redes sociais que curam o quadro. Isso tudo são paliativos que só vão adiar a melhora e cura. Placebo, simplesmente.

Se você procurar na internet pode até encontrar muitos depoimentos do tipo: “foi Deus quem me curou”, “ tomei chá de uma erva X que resolveu minhas crises” e etc.

Não acredite em tudo que encontra na rede mundial de computadores. Espiritualidade ajuda sim, mas não podemos ignorar simplesmente os tratamentos científicos e colocar em risco nossa saúde e até mesmo, nossa vida. Se a pessoa achar importante pode sim buscar uma Yoga, um tratamento alternativo, PORÉM, isto deve ser feito junto com o tratamento convencional de psicoterapia.

Não acredite em tudo que encontra na rede mundial de computadores. Espiritualidade ajuda sim, mas não podemos ignorar simplesmente os tratamentos científicos e colocar em risco nossa saúde e até mesmo, nossa vida.

Se a pessoa achar importante pode sim buscar uma Yoga, um tratamento alternativo, PORÉM, isto deve ser feito junto com o tratamento convencional de psicoterapia.

Enfim; Agorafobia é um quadro que pode parecer muito simples de se lidar no começo dos sintomas, mas pode acabar complicando muito a vida da pessoa e acarretando muito sofrimento nela e nos que a amam.

Nada que lhe cause dor ou sofrimento é “coisa boba”. Por isso, ao primeiro sinal de que algo está estranho ou não vai bem, busque ajuda e comece logo a cuidar de você com dedicação e cuidado.

Afinal de contas, todo tipo de doença é uma oportunidade de nos conhecer melhor e nos dar mais atenção fortalecendo assim, o amor próprio e a saúde como um todo.

Sentir ansiedade, medo diante de novas situações, lugares ou pessoas é perfeitamente natural, mas a partir do momento que esta ansiedade aumenta muito trazendo um medo além do esperado, é hora de prestar mais atenção em nós mesmos, nossas emoções e sentimentos.

Para tudo tem jeito. O medo nos ajuda a preservar nossa vida, mas quando ele aparece sem motivo aparente, é bom buscar o entendimento maior dessa situação.

 

Psicólogo Flaviano Silva CRP 05/56349
Terapia de Casal e Relacionamentos
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